Hoje dava-me jeito um poema, daqueles que têm tudo lá dentro, até soluções metafísicas abarcam!
Ou uma citação, do Oscar Wilde ou da vizinha de baixo, é irrelevante!
Às vezes basta uma pequena frase e tudo volta ao eixo...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
só mais um
Só mais um dia de sol, cheio de calor e falta de amor!
Agora não tenho motivos para estar melancólica, a chuva sempre dava um empurrão, agora o sol desafia os meus olhos, obriga-me a enrrugar à volta deles.
Não estou á espera de nada. o tempo passa e continuo aqui, sem nada. Vomito palavras sem sentido, aleatórias, actividade que gosto de praticar.
Sonho com famílias felizes, portanto minto a mim mesma; imagino-me "normal" enquadrada no padrão de normalidade do século passado, trabalho, tenho filhos e um marido fantástico, temos empregada que vem todas as manhãs e arruma tudo, quando chegamos a casa ao fim da tarde está tudo fantástico e o jantar pronto! A hora de jantar é perfeita, conversamos sobre todos os assuntos do dia, a escola dos miúdos, o trabalho, planeamos fins de semana cheios de belas actividades! Somos tão felizes!
O meu marido é fantástico, super meigo e atrevido quando é preciso! Gosta de me surpreender, sabe que gosto, não suporto monotonia!
Blargh! Que raio de vida, deixo-me de ilusões e de inventar vidas "perfeitas"!
Eu que tenho medo de compromissos, dou-me ao luxo de sonhar com algo que, tenho a certeza, se fosse real não me iria satisfazer de qualquer modo!
Sou assim, nada está bem, pode caminhar para isso, mas arranjo sempre uma pedra no caminho a que chamo insatisfação.
Acho sempre que devia ser melhor, não sei como, mas mehor!
Por isso é que estou no meu canto, sozinha, mas cheia de amigos a quem chamo de família.
Esta é a minha família. Tomo consciência disso agora mesmo, exacto, ah que bom perceber que é possível ser feliz!
Ah como continuo a mentir, mas não se preocupem que é só a mim!
Agora não tenho motivos para estar melancólica, a chuva sempre dava um empurrão, agora o sol desafia os meus olhos, obriga-me a enrrugar à volta deles.
Não estou á espera de nada. o tempo passa e continuo aqui, sem nada. Vomito palavras sem sentido, aleatórias, actividade que gosto de praticar.
Sonho com famílias felizes, portanto minto a mim mesma; imagino-me "normal" enquadrada no padrão de normalidade do século passado, trabalho, tenho filhos e um marido fantástico, temos empregada que vem todas as manhãs e arruma tudo, quando chegamos a casa ao fim da tarde está tudo fantástico e o jantar pronto! A hora de jantar é perfeita, conversamos sobre todos os assuntos do dia, a escola dos miúdos, o trabalho, planeamos fins de semana cheios de belas actividades! Somos tão felizes!
O meu marido é fantástico, super meigo e atrevido quando é preciso! Gosta de me surpreender, sabe que gosto, não suporto monotonia!
Blargh! Que raio de vida, deixo-me de ilusões e de inventar vidas "perfeitas"!
Eu que tenho medo de compromissos, dou-me ao luxo de sonhar com algo que, tenho a certeza, se fosse real não me iria satisfazer de qualquer modo!
Sou assim, nada está bem, pode caminhar para isso, mas arranjo sempre uma pedra no caminho a que chamo insatisfação.
Acho sempre que devia ser melhor, não sei como, mas mehor!
Por isso é que estou no meu canto, sozinha, mas cheia de amigos a quem chamo de família.
Esta é a minha família. Tomo consciência disso agora mesmo, exacto, ah que bom perceber que é possível ser feliz!
Ah como continuo a mentir, mas não se preocupem que é só a mim!
sábado, 24 de outubro de 2009
minutos
Resta-me alguns minutos, usei-os para baralhar os outros que amo e consequêntemente a mim!
Mas a distância permite-me estas brincadeiras, estes amores e paixões, que magoam como se estivessem à porta.
E quando me confrontar com eles? Farei o que sempre faço certamente, fujo, digo que é impossível continuar a alimentar, algo que eu realmente alimentei!
E depois continuo a fazer o mesmo, porque a distância destrói mas protege! E como dói ser cruel...
Desculpo-me porque se não fossem os sentimentos não saberia o que são as emoções!
Mas os outros encontraram o seu caminho enquanto eu me cruzarei no passeio com fururas ilusões.
Mas a distância permite-me estas brincadeiras, estes amores e paixões, que magoam como se estivessem à porta.
E quando me confrontar com eles? Farei o que sempre faço certamente, fujo, digo que é impossível continuar a alimentar, algo que eu realmente alimentei!
E depois continuo a fazer o mesmo, porque a distância destrói mas protege! E como dói ser cruel...
Desculpo-me porque se não fossem os sentimentos não saberia o que são as emoções!
Mas os outros encontraram o seu caminho enquanto eu me cruzarei no passeio com fururas ilusões.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
tempo
Não penso, deixo-me levar, esta ilusão que algo poderá mudar o dia de amanhã, que eu poderei mudar amanhã!
Os dias passam e por vezes nem respiram, é só mais uma folha de calendário arrancada, imagem que nos persegue, exacta, precisa.
Mas será que eu quero mudar, será que um dia vou arriscar a tomar uma atitude consciente?
Que irritação, a palavra consciente.
Demente, gosto mais!
Deixo-me levar pela chuva, pelo sol, pelas flores que nascem, pelo universo romântico da literatura, pelas paixões e seus turbilhões...
Já tinha idade para...para...sei lá! Quem atribui a idade para?
Gosto de olhar, e guardar cá dentro, as sensações, as tensões sem definições.
Que raio de mundo este, exigente, que me desgasta os ossos, que me dá dores nas pálpebras quando o que quero é ir ali e voltar já, sem consequência nem desgosto!
Tenho medo, por isso avanço, e o que se me aparece nem sempre é mais claro, que angústia não saber o que vem aí...
Fico por aqui, não dói!
o canto
Finalmente um canto há muito desejado, onde as palavras podem ganhar diferentes formas.
Por vezes dançar, saltar, vomitar, ou simplesmente cuspir. As palavras têm vida...
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