domingo, 15 de novembro de 2009

A falta que não me fazes

Foi no dia em que lhe atirei terra para cima que percebi que não és nada.

Há realmente quem mereça os meus "sacrifícios", mas tu esgotas-te todos os créditos que te foram oferecidos de bandeja.
Mete-me nojo o tempo em que estive a teu lado, tenho vergonha do que presenciei e tolerei.
E dizia eu que te amava, blargh, que palavra tão mal empregue. Fui prisioneira do teu jogo de sedução e dominação, fiquei paralisada, sem capacidade de acção, fizeste com que os meus órgãos internos definhassem, mirrassem. o sangue deixou de correr em mim...E fiz coisas, fiz coisas das quais me envergonho para o resto da minha vida e para que? Nada, nada se aproveitou, foi tudo falso, desde o primeiro sorriso, aquele quando ainda era-mos adolescentes.
Aceitei tudo, entendi tudo mas, desculpa, não te desculpo.

E um belo dia voltei a sorrir, já não é um sorriso inocente, eu sei e sinto, mas no dia em que lhe atirei terra para cima voltei a ser eu.

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